A Ética Empresarial tem sido um argumento bastante utilizado por boa parte das organizações, para suportar suas campanhas de marketing, muitas vezes com um discurso dissociado da prática.
O tema é tão vasto que muitas empresas inda não despertaram para a sua importância, e nem ao menos perceberam todas as facetas que nele podem ser consideradas, bem como os possíveis benefícios.
Não faz muito tempo o termo “Governança Corporativa” começou a aparecer com certa freqüência na mídia, e na sua origem pregava a transparência das organizações no sentido de lhes conferir maior credibilidade junto ao mercado, em especial quanto aos resultados financeiros.
Na realidade, hoje muitas empresas estão adotando algumas práticas que as tornam diferenciadas, e isso se reveste da maior importância no atual ambiente de alta competitividade no processo da globalização. Não importa o rótulo usado, mas principalmente o seu conteúdo e sua prática. Alguns desses comportamentos adotados são abordados a seguir:
Respeito ao acionista: é fundamental que as pessoas físicas ou entidades mantenedoras das organizações não se sintam enganadas seja por balanços fictícios, ou por promessas mirabolantes de lucros fáceis.
Respeito aos funcionários: eles são essência das organizações, a verdadeira razão delas existirem. Não podem, ser tratados apenas como números, mas sim como uma massa pensante em prol da empresa.
Respeito aos clientes: apesar de dispensar comentários, é mais comum do que se pensa a falta de respeito e sensibilidade existente em muitas organizações para com seus clientes.
Respeito ao meio ambiente: a responsabilidade pela preservação ambiental e pela sustentabilidade transcende a área governamental, e passa a ser compartilhada pela sociedade como um todo. Cabe também tratar da reciclagem de materiais, do aumento da eficiência produtiva e redução de desperdícios.
Respeito aos fornecedores: esses precisam ser tratados como parceiros de negócios, dentro da visão do “ganha-ganha”. Na prática o que se observa é uma constante queda de braço entre cliente-fornecedor.
Mão de obra infantil: embora a maior parte das empresas não se utilize dessa mão de obra barata, poucas são as que divulgam essa postura como parte das suas estratégias de marketing.
Interação e responsabilidade social: a Sociedade é a maior cliente das empresas, e pouca atenção recebe das mesmas. Programas de interação social e apoio institucional às causas sociais, educação e saúde deixaram de ser responsabilidade apenas dos governos sendo assumidas também pelas empresas.
Responsabilidade fiscal: Os impostos são uma das bases da cidadania, e mesmo que existam distorções ou discordâncias quanto ao modelo vigente, cabe contestação nas esferas adequadas.
Finalizando, podemos concluir que essas são práticas simples e que se bem utilizadas, podem perfeitamente compor uma nova cultura organizacional, capaz de fazer a diferença junto ao mercado.
- Fernando Cunha -
(Diretor Executivo da ASTEC)

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